Computador é capaz de ler letras diretamente do cérebro da pessoa

Usando dados de varredura do cérebro e um conjunto de algoritmos de computador, cientistas da Holanda foram capazes de determinar quais letras uma pessoa estava olhando. A descoberta sugere que logo vai ser possível reconstruir os pensamentos humanos em um nível de detalhes sem precedentes, incluindo o que vemos e até mesmo nossos sonhos.

Computador é capaz de ler letras diretamente do cérebro da pessoa

Para que isso aconteça, pesquisadores da Radboud University Nijmegen construíram um sistema composto por um scanner de ressonância magnética funcional, um software de reconhecimento de forma, e um algoritmo de treinamento.

Durante os exames cerebrais, os cientistas obtiveram dados a partir do lobo occipital, uma região na parte de trás do cérebro que reage a estímulos visuais. Voluntários foram orientados a olhar para uma série de letras que piscavam na tela, incluindo versões manuscritas das letras B, R, A, I, N, e S. Esta atividade visava estimular áreas específicas no lobo occipital, onde os cientistas extraíram trechos de informação chamados voxels.

Eles, então, ensinaram um algoritmo a correlacionar certos pixels, ou seja, a configuração de letras específicas para estes voxels. Isso permitiu que o sistema reconstruísse a imagem que estava sendo visualizada pelo voluntário, ainda que pouco clara.

“Nossa abordagem é semelhante à forma como nós acreditamos que o próprio cérebro combina o conhecimento prévio com a informação sensorial”, observaram os pesquisadores através de um comunicado. “Por exemplo, você pode reconhecer as linhas e curvas neste artigo como letras só depois de ter aprendido a ler. E isso é exatamente o que estamos procurando:. Modelos que mostram o que está acontecendo no cérebro de uma forma realista “

Os pesquisadores planejam usar scanners de ressonância magnética mais potentes para melhorar a resolução das imagens. Eventualmente, os pesquisadores esperam aplicar a técnica em novas escalas, como sonhos ou pensamentos. [ScienceDaily]