10 tecnologias que migraram da ficção para a realidade

Quando o assunto é tecnologia, realidade e ficção sempre foram duas esferas muito parecidas. Enquanto escritores, diretores de cinema e outros artistas se esforçavam para pensar novos recursos tecnológicos para seus personagens, cientistas faziam o mesmo pelas pessoas em seus laboratórios.

O resultado inevitável é que muito do que era de mentirinha hoje já é realidade. A seguir, veja alguns casos desse tipo.

10) Capa de invisibilidade (Harry Potter)

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A capa de invisibilidade era um dos itens usados por Harry Potter em suas aventuras. Na vida real, a Hyperstealth desenvolveu algo parecido.

“O Quantum Stealth é um material que torna o alvo completamente invisível, dobrando as ondas de luz ao seu redor”, afirma a empresa em texto sobre a invenção.
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Criado para finalidades militares, o Quantum Stealth remove assinaturas visuais, térmicas e infravermelhas. Aprovado pelos exércitos americano e canadense, o material funciona sem a ajuda de espelho ou câmeras.

09) Franck (O Homem Biônico)

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Nos anos 1970, a série O Homem Biônico foi sucesso no Brasil. Quarenta anos depois, a empresa londrina Shadow Robot apresentou no Instituto Smithsonian de Washington Franck, uma máquina que anda, fala e respira feito gente.

Franck tem 1,83 de altura, 77 quilos e custou 1 milhão de dólares. Ele é fruto da reunião de 28 partes artificiais do corpo humano produzidas por diferentes empresas da área. Por meio de câmeras, ele “enxerga” e aparelhos permitem sua audição. Um coração de mentira bombeia o sangue.

Porém, Franck não é ainda um homem completo. Faltam-lhe um cérebro e um fígado – além de um estômago, o que o impede de comer.

Por último, mais uma curiosidade: Franck foi programado para se comportar como um menino ucraniano de 13 anos. Logo, seus próprios criadores advertem que ele pode não ser a “pessoa” mais agradável para se conversar.

08) Óculos inteligentes (De volta pro futuro 2)

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Em várias cenas de “De volta para o Futuro 2”, Marty McFly e outros personagens da trama surgem na tela com enormes óculos cheios de circuitos eletrônicos à mostra. O filme foi lançado em 1989 e 25 anos depois, a surpresa: quase estamos usando coisas parecidas com aquelas.

Ainda em 2013, o Google lançou em fase de testes o Google Glass. O gadget permite a quem o veste acessar várias informações com o auxílio das mãos, dos olhos e de outras formas. A frase “Ok, Glass”, que ativa os comandos de voz do aparelho, já virou um clássico da internet.

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Além do Google, outras empresas têm se dedicado a criar gadgets parecidos – como a Samsung. Mais do que óculos, há uma tendência na indústria da tecnologia voltada para o desenvolvimento dos wearables ou “gadgets para vestir”, em tradução livre.

07) Robôs Domésticos (Os Jetsons)

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Na década de 1960, os brasileiros conheceram Rosie, a simpática e atrapalhada empregada doméstica eletrônica dos Jetsons. Cinquenta anos depois, ela parece cada vez mais perto da realidade – graças aos avanços da tecnologia.

No fim do ano passado, uma exposição em Tóquio mostrou as novidades no setor. Na ocasião, a empresa Doog apresentou pequenos robôs com rodinhas capazes de carregar compras. Além deles, a empresa ainda criou uma espécie de cozinheiro automático – inteligente o suficiente para separar o lixo ao fim de seu trabalho.

Entre outras atrações, a feira contava ainda com um robô capaz de recolher peças de dominó numa esteira móvel e depois ordená-las dentro de uma caixa em alta velocidade – algo que seria enlouquecedor para qualquer humano.

06) Repelente de tubarões (Batman)

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Quando pensamos em ficção científica, Batman não é o primeiro personagem a vir à cabeça. Mas até o cavaleiro das trevas já antecipou tendências em suas aventuras. Um exemplo é um improvável repelente de tubarões – usado pelo herói num filme de 1966.

Em 2012, mais de 45 anos depois, a BBC noticiava que a traquitana usada por Batman havia sido enfim desenvolvida por um químico americano.

Numa viagem à Bermudas com a mulher em 2004, Eric Stroud ficou incomodado com as várias notícias de ataque de tubarões. De volta a Nova Jersey, o cientista começou a trabalhar em formas de combater o problema e descobriu que imãs repeliam os animais.

A descoberta pode ajudar a preservar espécies de tubarão que estão em extinção e terminam sendo mortas por pescadores por acidente.

05) Memória eterna (A Máquina do Tempo)

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A “Máquina do Tempo” é um romance de ficção científica lançado em 1895. Ele foi escrito pelo senhor da foto acima, o escritor britânico de H.G.Wells. Em 2002, uma adaptação da história para o cinema incluiu na trama um holograma capaz de arquivar dados por até 800 mil anos. Parece até coisa de cinema, mas pasmem: não é.

Há dois anos, a Hitachi anunciou um método de arquivamento de dados em quartzo resistente a altas temperaturas. Segundo a empresa, o suporte seria capaz de resistir a tudo (inclusive ao tempo) – conforme informou à época o site Phys.org.

04) Replicador (Jornada nas Estrelas)

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Milhares de nerds ao redor do mundo têm um carinho especial por “Jornada nas estrelas”, série de TV lançada nos EUA em 1966. Entre outras máquinas futuristas, capitão Spock e companhia contavam com um replicador.

Muita gente deve ter se lembrado dele quando viu uma impressora 3D pela primeira vez – inclusive o engenheiros da Nasa. Isso porque a agência espacial americana planeja enviar neste ano uma máquina do tipo para a Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) – segundo o jornal inglês The Telegraph.

O objetivo é ter no local um aparelho que possa refazer peças danificadas da nave. Igualzinho acontecia na série de TV. É a vida imitando a arte.

03) Celular com leitor de digitais (007)

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O espião britânico James Bond sempre foi sinônimo de vanguarda em termos de gadget no mundo do cinema. Em 1997, quando quase ninguém podia prever a popularização de celulares, ele já contava com um aparelho que escaneava impressões digitais.

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Quem duvida pode assistir “007 – O Amanhã nunca morre”, filme da série lançado naquele ano. Hoje, 17 anos depois, há rumores de que o iPhone 5S, próxima versão do smartphone topo de linha da Apple, possa contar com o recurso. Nada confirmado ainda. Porém, tudo já velho demais para 007.

02) Teletransporte (A mosca)

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O teletransporte é uma ficção presente em várias obras – como o filme A Mosca, de 1958. Quando se fala no assunto, sempre se pensa em transporte de pessoas. Entretanto, qualquer transmissão de matéria entre um ponto e o outro sem deslocamento no espaço é teletransporte – conforme informa o MIT Technology Review.

A definição consta em texto publicado na última semana pela publicação. Nele, o assunto é uma experiência bem-sucedida de teletransporte de dados realizada pela equipe do cientista suíço Felix Bussières, da Universidade de Genebra.

O experimento de Bussières visa atender às demandas da próxima geração da internet, na qual a troca de informações não dependerá de fios e cabos como hoje.

01) Missões espaciais particulares (2001)

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Lançado em 1968, “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, do diretor Stanley Kubrick é um marco do cinema de ficção científica. Entre as diversas previsões acertadas do filme, está a exploração do espaço por empresas privadas.

Na trama, um avião da Pan Am leva o doutor Heywood Floyd a uma estação espacial próxima à Terra após uma visita à Lua. Hoje, em vez da Pan Am, empresas como a Virgin Galactic poderiam (de fato) prestar o serviço.

É certo que esse tipo de viagem ainda não sai barato. Atualmente, um passeio do tipo está avaliado em cerca de 600 mil reais. Mas, cada vez mais, o espaço é uma realidade mais próxima da vida humana.

Na Holanda, um projeto que visa iniciar a colonização de Marte em 2025 já reúne cerca de 200 mil candidatos a “pioneiros”.

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